Audiência criminal.
Tentativa de furto de um perfume contra a Renner num Shopping aqui de Caxias do Sul.
Interrogatório da ré, apenada plurirreincidente no mesmo crime, que confessa o fato, pretendendo "justificá-lo" por ser usuária de crack.
- Então a senhora está dizendo que pegou o perfume para vender e comprar drogas?
Questiona o promotor.
Questiona o promotor.
- Sim, eu tava fumando pedra, respondeu a interrogada, e o dinheiro acabou.
Aí eu fiquei deseperada e "roubei" o perfume para vender e continuar usando droga.
Aí eu fiquei deseperada e "roubei" o perfume para vender e continuar usando droga.
- Entendi, disse o promotor.
- Mas por que a senhora em vez de "roubar" a Renner não "roubou" diretamente o traficante?
- Mas por que a senhora em vez de "roubar" a Renner não "roubou" diretamente o traficante?
- O quê?
Exclamou surpresa a ré.
- Como que eu vou fazer uma coisa dessas?
Exclamou surpresa a ré.
- Como que eu vou fazer uma coisa dessas?
- Da mesma forma, ué!
Se a senhora foi capaz de ir até outro lugar para roubar um terceiro inocente para conseguir dinheiro para crack, não seria muito mais fácil "roubar" uma pedra diretamente do seu traficante?
Se a senhora foi capaz de ir até outro lugar para roubar um terceiro inocente para conseguir dinheiro para crack, não seria muito mais fácil "roubar" uma pedra diretamente do seu traficante?
- Capaz, doutor!
Quem é que pensaria numa loucura dessas?
Traficantes estão sempre armados, e aí ele me mata!
Quem é que pensaria numa loucura dessas?
Traficantes estão sempre armados, e aí ele me mata!
- Sem mais perguntas.
Moral da história:
O criminoso habitual sempre escolhe seu caminho pesando custos e benefícios.
Diante do risco de uma punição que verdadeiramente lhe doa, ele é plenamente capaz de refrear seu ímpeto delinquente.
Diante do risco de ser pego pela pífia justiça brasileira, ele opta por delinquir.
#EconomiaAplicadaAoCrime
#causos
#bandidolatria
#causos
#bandidolatria
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