quarta-feira, 11 de dezembro de 2019


Audiência criminal.

Tentativa de furto de um perfume contra a Renner num Shopping aqui de Caxias do Sul.
Interrogatório da ré, apenada plurirreincidente no mesmo crime, que confessa o fato, pretendendo "justificá-lo" por ser usuária de crack.

- Então a senhora está dizendo que pegou o perfume para vender e comprar drogas?
Questiona o promotor.

- Sim, eu tava fumando pedra, respondeu a interrogada, e o dinheiro acabou.
Aí eu fiquei deseperada e "roubei" o perfume para vender e continuar usando droga.

- Entendi, disse o promotor.
- Mas por que a senhora em vez de "roubar" a Renner não "roubou" diretamente o traficante?

- O quê?
Exclamou surpresa a ré.
- Como que eu vou fazer uma coisa dessas?

- Da mesma forma, ué!
Se a senhora foi capaz de ir até outro lugar para roubar um terceiro inocente para conseguir dinheiro para crack, não seria muito mais fácil "roubar" uma pedra diretamente do seu traficante?

- Capaz, doutor!
Quem é que pensaria numa loucura dessas?
Traficantes estão sempre armados, e aí ele me mata!

- Sem mais perguntas.

Moral da história:

O criminoso habitual sempre escolhe seu caminho pesando custos e benefícios.
Diante do risco de uma punição que verdadeiramente lhe doa, ele é plenamente capaz de refrear seu ímpeto delinquente.
Diante do risco de ser pego pela pífia justiça brasileira, ele opta por delinquir.

#EconomiaAplicadaAoCrime
#causos
#bandidolatria

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