MPF instaura inquérito para averiguar contratos de
escolas fantasmas
EMEI abandonada no Mato Grande
Em CANOAS-RS, cidade da
região metropolitana de Porto Alegre, cidade administrada pelo prefeito JAIRO JORGE
(PT), o Ministério Público
Federal (MPF) instaurou um inquérito civil em função dos contratos formalizados
entre a Prefeitura de Canoas, o Instituto Anjos e Marmanjos e a Associação
Primeira Infância Melhor (Assocepim).
A intenção do MPF é apurar
possíveis irregularidades na contratação de prestação de serviços continuados
de gestão de escola de Educação Infantil na cidade.
O documento, assinado pelo
Procurador da República, Pedro Nicolau Moura Sacco, aponta que entre os
contratos firmados, nove estão irregulares, “pois não existem fisicamente,
ainda, as escolas infantis nas quais os serviços de gestão seriam prestados”.
Solicitamos a resposta de
maneira objetiva, sem encaminhamentos para o Portal da Transparência, onde esta
triagem já foi realizada.
Atualmente, a Prefeitura
possui quatro contratos com a Assocepim, que administra um total de seis
escolas.
Com o Instituto Anjos e
Marmanjos são dois contratos, referentes à administração de duas escolas.
DENÚNCIA
A denúncia partiu do
ex-Procurador-Geral do município, José Carlos Duarte, que protocolou na
Procuradoria da República e no Ministério Público Estadual da cidade.
Nela, o advogado aponta a
contratação em 13 e 14 de janeiro de 2015 de instituições para o serviço de
gestão de escola de Educação Infantil.
Segundo ele, porém, nove
dos contratos foram celebrados de forma irregular e ilegal por não existirem as
escolas onde supostamente estariam as crianças.
Em sua defesa, a
administração municipal informou que estava “efetuando a apuração dos fatos,
tendo sido determinada abertura de sindicância em setembro de 2015, devendo
estar concluída em meados de janeiro de 2016.
Trata-se de processo
excepcional e temporariamente sigiloso, até que esteja concluída a apuração,
nos termos da Lei Federal n. 12.527/2011 e Decreto Municipal n. 391/2013”.
Em dezembro do ano
passado, a Assocepim respondeu às acusações de Duarte por se sentir lesada com
o conteúdo da mesma.
“Como de praxe, a denúncia
é descabida, confunde e induz os canoenses ao erro de interpretação. As
alardeadas vagas fazem parte da projeção de quando e se todas as EMEIS novas
forem concluídas e entrarem em operação”, disse em nota publicada na íntegra.
O QUE DIZ A PREFEITURA
Em nota, a administração
municipal se defendeu:
“A Prefeitura fez uma
licitação para a gestão das escolas novas construídas pela administração. O
edital foi claro quanto à necessidade de ordem de início para cada unidade
educacional. Não existe vinculação às escolas ainda não inauguradas,
consequentemente, não ensejando cobrança e, tampouco pagamento. Basta verificar
no Site da Transparência se, por acaso, alguma instituição recebeu por escola
não inaugurada”.
Escolas administradas pelas associações, segundo a
Prefeitura:
Assocepim
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EMEI Ulisses
Machado Filho – Rua Pinhal, 164 – Estância Velha
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EMEI Vó Nelsa –
Rua da Luci, 300 – Guajuviras
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EMEI Julieta
Balestro – Rua dos Buritis, 235 – Igara
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EMEI Irma Chies
Stefani – Rua 12, Loteamento Pitangueiras, Harmonia
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EMEI Escola
Nilton Leal Maria – Rua Fernando Pessoa, 175 – Harmonia
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EMEI Laney
Langaro – Rua Santa Fé, 321 – Olaria
Anjos e Marmanjos
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EMEI Vó Lola –
Rua Paulo Fontenelles, 500 – João de Barro
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EMEI Vó Pedra –
Rua Primavera, 670 – Rio Branco.
Fonte: http://otimoneiro.com.br/mpf-instaura-inquerito-para-averiguar-contratos-de-escolas-fantasmas/
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