O GOVERNO QUEBROU O ESTADO
E O RS É APENAS A PONTA DO ICEBERG
DIZ ARMÍNIO FRAGA
Segundo ele,
"quebraram o Estado [...] Estragaram a macroeconomia e deterioraram a
micro"
O ex-presidente do Banco
Central, Armínio Fraga, fez duras críticas ao governo em entrevista ao jornal
Valor Econômico.
Segundo ele,
"quebraram o Estado [...] Estragaram a macroeconomia e deterioraram a
micro", disse ao se referir à perda da capacidade de o país crescer e à
situação dramática de setores como os de Energia Elétrica e Petróleo e Gás.
Para ele, o setor de
Energia só não entrou em colapso, porque o País está em recessão, enquanto a
área de Petróleo e Gás já estava padecendo das revelações do esquema de
corrupção na Petrobras, investigadas na Operação Lava-Jato, e, mais
recentemente, sofre com a queda brutal do preço do óleo no mercado
internacional.
Armínio destacou que o
Brasil está em uma crise profunda, recessão, desemprego crescente, alto grau de
incerteza e paralisia dos investimentos.
Os Estados também estão
quebrando, segundo ele, que apontou que o Rio Grande do Sul, que não consegue
pagar os salários dos funcionários públicos, "é apenas a ponta do iceberg".
"Nada garante que vai
melhorar, mas vai piorar antes de ter a chance de melhorar", adiantou.
E sua projeção já começa a
se mostrar correta.
Na noite de ontem, o
jornal O Estado de S. Paulo destacou que os estados de Sergipe e Mato Grosso do
Sul também não pagaram suas parcelas da dívida com a União vencida em 30 de
julho.
A informação foi
confirmada pelo Tesouro Nacional.
Com a inadimplência, o
Tesouro bloqueou os recursos do FPE (Fundo de Participação dos Estados).
De acordo com o Tesouro,
no caso de Sergipe os recursos do FPE foram suficientes para quitar a parcela
vencida, enquanto para Mato Grosso do Sul foi necessária a execução de outras
garantias não informadas. Segundo o Estadão, o Tesouro confirmou que os dois
Estados não estão mais inadimplentes, mesma situação do Rio Grande do Sul.
Para Armínio, a área
econômica do governo jogou a toalha quando reduziu a meta de superávit primário
de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) para 0,15% e, está claro, agora, que o
ano encerrará com déficit. "Ali eles admitiram que não conseguem cuidar da
dinâmica da dívida, que é insustentável".

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