sexta-feira, 6 de março de 2015

MÁGICAS EM TRANSFORMAR DÍVIDA EM RECEITA

O tesouro emitiu dívida no valor de R$ 74,8 bi transferiu uma parte, R$ 42 bi, diretamente à Petrobras, para subscrever as ações da empresa.
Entregou o resto, R$ 31,9 bi, ao BNDES e ao Fundo Soberano.
BNDES e FSB repassaram esses títulos à Petrobras para pagar ações que também compraram.
A Petrobras pegou os títulos que recebeu e com eles pagou a cessão onerosa dos barris de petróleo do pré-sal.
O governo descontou o dinheiro que gastou na subscrição e considerou que o resto, R$ 31,9 bi, era receita.

ESTA ATITUDE AO SER ENTENDIDA COMO UM DESVIO “NEOLIBERAL”.
É O DESCASO CRESCENTE  DO GOVERNO “LULA” QUE PASSOU A TRATAR A CONTABILIDADE PÚBLICA, CHEGANDO AO CÚMULO DE, POR MANOBRAS CANTABEIS, TRANSFORMAR O DÉFICIT PRIMÁRIO ACUMULADOS, NUM SUPERÁVIT.
O MERCADO INTERNACIONAL SABE MUITO BEM DAS MANOBRAS FAJUTAS, SEQUER SERVE PARA INGLÊS VER.
MAQUIAGEM DE SUPERÁVIT PRIMÁRIO PODE AUMENTAR O RISCO DO PAÍS.

O tesouro através do seu secretário, Arno, disse que essa atitude é igual a receita de concessão que o FHC registrou no seu superávit primário quando vendeu a Telebrás.
Vários especialistas dizem que não é não.
Aquele momento o governo esta vendendo ativos e recebendo dinheiro.
Agora ele está transferindo petróleo, ainda não retirado, e recebendo de volta títulos da dívida que ele mesmo emitiu.
Se fosse igual, por que então precisou que o dinheiro passasse pelo BNDES?
É para que na passagem acontecesse a mágica de o título de uma dívida do tesouro virar receita.
Será que acham que jornalistas, economistas, consultores não perceberam esta manobra?
Esse não é o primeiro truque, é apenas o mais extravagante.
Agosto do ano passado, a MP 468 permitiu ao governo que usasse depósitos judiciais como receita.
Contribuinte que entra na justiça questionando o valor descontado.
Esse valor pode ser do governo ou não.
Mas pela MP R$ 5 bi entraram como receita em 2009 e R$ 6,4 bi em 2010.
Esta registrado que o governo cumpriu metas.
Só cumpriu com essas manobras.
É um absurdo, venderam antecipadamente um recurso natural precioso pra nossa sociedade o pré-sal, para cobrir gastos.
Disse Margarida Gutierrez,  professora da Coppead da UFRJ.
É uma riqueza que estão torrando antes de acontecer.
Na operação que permitiu o superávit, a união contraiu dívidas pagando juros de 10,75% ao ano e recebeu créditos que rendem TJLP(Taxa de Juros de Longo Prazo) que está em 6% ao ano.
Com isso, o custo da dívida vem crescendo.
Em julho de 2009, era em 13,9% ao ano e subiu para 14,6% em agosto de 2010.
É como se aplicasse os recursos em poupança e se divida-se no cheque especial.

O economista Paulo Levy, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), alerta para o aumento da dívida pública.
Os artifícios contábeis também criam dificuldade para acompanhar o efeito dos gastos públicos na atividades econômicas.

O problema é que quando chega o final, quem fez o mal não está para responder por ele.

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