MÁGICAS EM TRANSFORMAR DÍVIDA EM RECEITA
O tesouro emitiu dívida no
valor de R$ 74,8 bi transferiu uma parte, R$ 42 bi, diretamente à Petrobras,
para subscrever as ações da empresa.
Entregou o resto, R$ 31,9
bi, ao BNDES e ao Fundo Soberano.
BNDES e FSB repassaram
esses títulos à Petrobras para pagar ações que também compraram.
A Petrobras pegou os
títulos que recebeu e com eles pagou a cessão onerosa dos barris de petróleo do
pré-sal.
O governo descontou o
dinheiro que gastou na subscrição e considerou que o resto, R$ 31,9 bi, era
receita.
ESTA ATITUDE AO SER ENTENDIDA COMO UM DESVIO
“NEOLIBERAL”.
É O DESCASO CRESCENTE DO GOVERNO “LULA” QUE
PASSOU A TRATAR A CONTABILIDADE PÚBLICA, CHEGANDO AO CÚMULO DE, POR MANOBRAS
CANTABEIS, TRANSFORMAR O DÉFICIT PRIMÁRIO ACUMULADOS, NUM SUPERÁVIT.
O MERCADO INTERNACIONAL SABE MUITO BEM DAS MANOBRAS
FAJUTAS, SEQUER SERVE PARA INGLÊS VER.
MAQUIAGEM DE SUPERÁVIT PRIMÁRIO PODE AUMENTAR O RISCO
DO PAÍS.
O tesouro através do seu
secretário, Arno, disse que essa atitude é igual a receita de concessão que o
FHC registrou no seu superávit primário quando vendeu a Telebrás.
Vários especialistas dizem
que não é não.
Aquele momento o governo
esta vendendo ativos e recebendo dinheiro.
Agora ele está
transferindo petróleo, ainda não retirado, e recebendo de volta títulos da
dívida que ele mesmo emitiu.
Se fosse igual, por que
então precisou que o dinheiro passasse pelo BNDES?
É para que na passagem
acontecesse a mágica de o título de uma dívida do tesouro virar receita.
Será que acham que
jornalistas, economistas, consultores não perceberam esta manobra?
Esse não é o primeiro
truque, é apenas o mais extravagante.
Agosto do ano passado, a
MP 468 permitiu ao governo que usasse depósitos judiciais como receita.
Contribuinte que entra na
justiça questionando o valor descontado.
Esse valor pode ser do
governo ou não.
Mas pela MP R$ 5 bi
entraram como receita em 2009 e R$ 6,4 bi em 2010.
Esta registrado que o
governo cumpriu metas.
Só cumpriu com essas
manobras.
É um absurdo, venderam
antecipadamente um recurso natural precioso pra nossa sociedade o pré-sal, para
cobrir gastos.
Disse Margarida
Gutierrez, professora da Coppead da UFRJ.
É uma riqueza que estão
torrando antes de acontecer.
Na operação que permitiu o
superávit, a união contraiu dívidas pagando juros de 10,75% ao ano e recebeu
créditos que rendem TJLP(Taxa de Juros de Longo Prazo) que está em 6% ao ano.
Com isso, o custo da
dívida vem crescendo.
Em julho de 2009, era em
13,9% ao ano e subiu para 14,6% em agosto de 2010.
É como se aplicasse os
recursos em poupança e se divida-se no cheque especial.
O economista Paulo Levy,
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), alerta para o aumento da
dívida pública.
Os artifícios contábeis
também criam dificuldade para acompanhar o efeito dos gastos públicos na
atividades econômicas.
O problema é que quando
chega o final, quem fez o mal não está para responder por ele.
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