POR QUE A PM ESTÁ BATENDO DELIBERADAMENTE
NOS FOTÓGRAFOS QUE COBREM OS PROTESTOS
Mauro Donato toma suas cacetadas
Os fotógrafos Adriano Lima
(BrazilPhotoPress), Gabriela Biló (FuturaPress), Nelson Antoine
(AssociatedPress), Marlene Bergamo (Folha de S.Paulo) e Paulo Ishizuca (Ninja)
foram todos atacados na noite da segunda-feira (21) de maneira articulada.
Sim, articulada.
No 3º Ato pela Educação,
as agressões foram objetivas.
Todo fotógrafo,
cinegrafista ou streamer que se aproximasse de qualquer ocorrência, era
rachaçado de maneira muito violenta.
É compreensível que
manifestantes, polícia ou repórteres, sejam atingidos acidentalmente durante um
conflito generalizado.
Uma bala perdida, uma
pedra perdida, uma garrafa perdida, um spray de pimenta borrifado em todas as
direções.
É do jogo.
Algo totalmente diverso é
ser agredido intencionalmente, diretamente.
Analise as fotos e veja se
há manifestantes por perto.
Qual a finalidade de
afastar-nos “gentilmente” da maneira como vemos nas fotos?
Onde chegaremos com este
procedimento?
É inegável que a polícia
veio obstinadamente para cima da imprensa com a intenção de não deixa-la
trabalhar.
Não quer que nada seja
registrado, não quer que se divulguem suas arbitrariedades, seus violentos
ataques histéricos.
O fato de as agressões
serem na região do rosto e na altura das câmeras é sintomático e revelador.
Gabriela Bilo é cercada
O objetivo está claro:
afastar, cegar, calar a imprensa que está próxima e permitir (ou facilitar) a
cobertura apenas das grandes redes, feitas a partir de seus helicópteros, com
todo o distanciamento tanto físico quanto de compreensão que lhe são
característicos.
Quem não está por perto
interpreta, inventa.
E mantém o discurso simplista
e tendencioso de vândalos versus ordem e progresso e seu reflexo no trânsito.
Não se trata, de mimimi de
vítima e sim de uma preocupação com o andar da carruagem.
A liberdade de imprensa é
um santo de barro.
Já vimos o caso do
fotógrafo Sérgio Silva, cego desde junho e o recente espancamento do jornalista
Yan Boechat.
Somem-se ainda os casos de
agressão (e prisão!) aos socorristas do GAPP e dos Advogados Ativistas (ambas
equipes imprescindíveis no suporte às manifestações).
Como disse Tatiana Farah:
“Sou repórter. Não tenho o
couro mais fino nem mais grosso do que ninguém que saiu dali apanhado,
machucado e humilhado, seja a pessoa repórter, manifestante, passante” (Tatiana
levou 2 tiros de bala de borracha no último sábado durante protesto contra o Instituto
Royal).
Nelson Antoine é acuado



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