CONHEÇA OS MISTÉRIOS QUE
ENVOLVEM A CIVILIZAÇÃO MAIA
É popularmente comentado que a civilização Maia morreu ou simplesmente desapareceu. Mas, como explica Emiliano Gallaga Murrieta, director da INAH (Instituto Nacional de Antropologia e História do México), isso não passa de um mito. 'Eles abandonaram a cidade grande e se instalaram em pequenas comunidades pela floresta.'
Mas por que isso aconteceu e levou a civilização ao fim? As principais causas investigadas são:
- Extinção dos recursos naturais: os maias teriam esgotado a madeira, a água e o solo, uma vez que eles usaram esses recursos como meio de subsistência e em seus projetos de construção. Isso teria resultado em mudanças climáticas, o que os forçou a mudar de local, em busca de terras mais férteis
- Guerra: as disputas podem ter saído do controle, seja por meio de disputas com cidades vizinhas ou invasores de outros países
- Comércio: a circulação de mercadorias diminuiu e isso dificultou a operação social, política e econômica das grandes cidades
Criado em algum momento entre o sexto e o nono século, o antigo mural maia localizado em Bonampak é considerado uma grande obra de arte. A obra foi preservada devido a uma camada de sal natural, que cobriu e protegeu a pintura. Estudiosos não sabem se isso foi planejado pelos moradores ou se foi uma ocorrência natural
O especialista em pigmentos Luis Torres-Montes afirma que 'a cor azul que os maias usaram em suas pinturas são um enigma, já que o pigmento resiste a altas temperaturas, mudanças climáticas e oxidações'. Gerações tentam descobrir como os maias encontraram elementos naturais que pudessem resultar em uma cor capaz de durar séculos
O rei Pacal, que liderou os maias entre 615 e 683, foi enterrado em um templo em Chiapas, no México. SUa tumba também foi encontrada em bom estado de conservação
O antigo jogo era um esporte associado a rituais que datam de 1.400 a.C. A antropóloga Marta Turok, especialista no assunto, explica: 'Não era apenas um ritual, mas uma recreação, já que eles precisavam de conhecimentos para controlar a bola'. O jogo representava a oposição de forças -- bem e mal, noite e dia -- e o papel desempenhado pelas constelações. Acreditava-se que o fato de ganhar ou perder impactava nas mudanças climáticas e nas forças da natureza
Os locais maias são tão numerosos que uma lista arqueológica completa ainda não foi feita. Um estudo documentou mais de 4.400 locais, mas apenas sete áreas estão abertas ao público
Um milhão e meio de pesos são gastos por mês para manter os custos dos sítios arqueológicos maias.
Outro um milhão e duzentos mil pesos é o valor arrecadado em vendas de ingressos em cada mês
1.500 é o número registrado de tribunais para julgar os jogos com bolas
200 litros de seiva foram usados para fazer o látex que compunha as bolas
250 mililitros de seiva eram obtidos de uma única árvore em um dia
Existem três cidades patrimônio dos maias: Chiapa de Corzo, San Cristobal de las Casas e Comitán de Domínguez
Como reação à popularidade do movimento zapatista no México, o governo e investidores externos começaram a injetar dinheiro para construir infraestrutura e aumentar o turismo nas áreas arqueológicas










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