terça-feira, 10 de abril de 2012

CORRUPÇÃO COM AVAL DO SUPERIOR HIERÁRQUICO!
Um gestor público não se corrompe sozinho.
 Em regra, obedece ao seu superior!

                        As denúncias veiculadas recentemente pela reportagem da Rede Globo, no Fantástico, a respeito das fraudes, da corrupção, da formação de cartel e outros crimes nos processos de licitações na saúde colocaram em evidência empresas que têm inúmeros contratos de prestação de serviço com o Governo Estadual e com a Prefeitura do Rio, além dos hospitais federais, alvos do trabalho jornalístico.
                        No Jornal Nacional da semana passada, alguns dos envolvidos nas atividades delituosas deixaram claro que muitas obras do Governo do Rio e da Copa do Mundo 2014 estão metidas nessas falcatruas.
                        Embora útil e muito esclarecedora, além de estarrecedora, a reportagem ficou devendo a informação sobre quem são os gestores que ocupam, de verdade, o lugar que o repórter disfarçado de agente público ocupou no hospital pediátrico para colher as informações imundas.
                        É absolutamente indispensável o aprofundamento das investigações para se chegar aos “Chefes das Quadrilhas” do lado do poder público. Os empresários e as empresas foram identificados e desmascarados, mas nenhum gestor faria essas negociatas sem ter o aval de seus superiores, já que as quantias em dinheiro vivo eram elevadas. O gestor está lá por ser pessoa de confiança de alguém que lhe é superior, alguém que é seu "padrinho político".
                        Os gestores poderiam ficar com uma pequena parcela do trambique, mas os “tubarões” abocanhariam a maior fatia do bolo, para suas campanhas eleitorais, para o enriquecimento ilícito e para engordar suas contas bancárias nos paraísos fiscais. Os "peixinhos" e os “tubarões” devem ser "pescados".
                        Não se pode falar em agente público, sem identicar os seus nomes. Não podemos enodoar a imagem toda uma classe injustamente. Se as tramóias que envolvem gente grande da vida política do Rio de Janeiro não forem desvendadas e se os delinquentes não forem punidos, inclusive com cadeia e devolução do que furtaram do povo, os cidadãos levarão outro golpe.
                        O Rio de Janeiro está poluído, podre, enlameado, maculado por essas ações. Chegou a hora de a sociedade civil dar um basta nisso, agir e exigir a apuração minuciosa, atinja a quem atingir. Hoje, o Brasil olha o Rio como terra de corruptos. É hora de a OAB, a Igreja, a Mídia independente, os poucos políticos do bem e de todas as entidades sérias usarem os meios legais para banir essa gente da vida pública. O lugar de todos eles é na cadeia!


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