SINAL DE ALERTA PARA A SOCIEDADE!
UMA CRIANÇA ASSASSINA E SUICIDA
OU UMA SOCIEDADE OMISSA E EGOISTA?
Passados alguns dias do fato ocorrido em São Paulo, no qual um menino de 10 anos de idade atirou, pelas costas, em sua professora e, depois, suicidou-se com tiro na cabeça, podemos afirmar que jamais tivemos notícia de que uma criança cometesse dois atos insanos seguidos e típicos de situações de desespero como o trágico da Cidade de São Caetano do Sul. Já tivemos conhecimento a respeito de adolescentes e de adultos que entraram em escolas e universidades, mataram colegas, professores e funcionários, causaram pânico e, depois, com as investigações, apareceram explicações diversas como distúrbios mentais, paixão, agressões anteriores, ódio por professores e outras razões que alimentaram rancor nos autores dos crimes por acúmulos de decepções, mágoas e fracassos na Vida. Ainda está em nossa memória o que houve em uma escola municipal de Realengo, quando um ex-aluno, adulto, entrou na unidade e matou crianças. Ele tinha muitas frustrações, disseram.
Mas esse menino tinha só 10 anos de existência. Não poderia ter acumulado tantos infortúnios. O que teria provocado a atitude que representa a maior demonstração de desamor pela própria vida - o suicídio - numa criança ? Esse comportamento anômalo não pode ser examinado superficialmente. Não há como culpar simplesmente o pai que deixou a arma ao seu alcance. Não há como atribuir à professora culpa por ter ela tomado, talvez, alguma atitude ríspida em relação ao menino. Não há que se reprovar a escola por negligência, deixando o menino armado entrar em suas dependências.
Urge que reflitamos profunda e criticamente sobre o que a SOCIEDADE como um todo está fazendo para educar as crianças. Não falamos de ensinar conteúdo de Matemática, Ortografia ou Ciências, mas de convívio social, religioso e cidadão.
Os programas televisivos, desde os desenhos, passando pelos telejornais sensacionalistas que exploram a criminalidade e os filmes até chegarmos às telenovelas, não estão distorcendo os valores morais e éticos e prejudicando a formação social da criança ? Ao lado disso e, para piorar, a falta da FAMÍLIA, em razão de motivos diversos, mas principalmente por questões econômicas, com a ausência dos PAIS, não está causando hiato nas relações Pais-Filhos e deixando as crianças sem uma referência familiar ?
A defasagem da ESCOLA e a falta dos pais no binômio FAMÍLIA-ESCOLA não agravaria esse quadro ? A pouca atratividade da IGREJA (qualquer credo) para as crianças não seria outro componente? As Igrejas se preocupam com os jovens e com os adultos. Será que têm o mesmo cuidado com a CRIANÇA ? Estamos nos esquecendo de que a CRIANÇA de hoje não é a mesma dos anos 60, 70 ou 80. Elas, hoje, vivem no mundo de muito mais informação. E nós ainda não nos demos conta disso...
O consumismo doentio, compulsivo, avassalador e predatório não corroi o tecido social e não provoca egoismo ? A Internet não promove distanciamento do Mundo REAL e cria um Mundo VIRTUAL que pode ser manipulado pela pessoa a seu bel prazer, gerando egocentrismo e falência dos grupos de vizinhança tão saudáveis para o convívio em sociedade ? E as crianças dominam a internet com muita destreza...
A questão que aqui levantamos é para uma profunda análise. Não temos as respostas para tudo, mas sabemos que estamos trilhando um caminho perigoso. A atitude do menino de São Caetano do Sul é um SINAL DE ALERTA. A Sociedade não está sendo OMISSA ou ALIENADA ?
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